Aviso aos navegantes: o Ninho de Pássaro, aqui em Pequim, é hoje um enorme elefante branco. E lá vamos nós, rumo à Copa 2014... no DF, devemos somar ainda os gastos com o glorioso VLT, a reforma do estádio do Gama, a ampliação do aeroporto e também esse tal sistema de comunicações. Mas quem conhece as cidades satélites e quem acompanhou os recentes atos da política distrital sabe que não há outras prioridades, imagina, vamos lá, que boa notícia, foi assinado o contrato!!!
DF ASSINA CONTRATO DE R$ 696 MI PARA ESTÁDIO
O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), assinou ontem o contrato para a reforma do Mané Garrincha para a Copa-2014. A obra ampliará a capacidade para 70 mil lugares, o que coloca Brasília como uma das candidatas para abrir a Copa-2014 - enquanto São Paulo patina para definir se disputará a abertura do evento. A obra de R$ 696 milhões, contudo, não contempla o sistema de telecomunicações.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Mais Brasília
Está óbvio, né? Eu adoro o Distrito Federal. Eu amo o cerrado e penso em um dia ter uma casa, uma chácara, na região da Chapada. Eu sinto falta do céu de Brasilia, do calor, das chuvas, do Parque Olhos D'água, do Calafão velho de guerra, da L4 Norte, do Centro Comunitário da Unb, dos mergulhos no Lago Paranoá, da Esplanada, dos rolês de bike, das partidas de tênis, dos amigos e amigas, das festas que rolavam, inclusive as minhas, que eram muito boas, para desespero dos vizinhos.
Estou na China, mas penso que meu coração ainda está no Planalto Central. Para o Brasil dar certo, Brasilia tem que dar certo.
Pois bem, li que há uma Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre o Novo Plano Diretor do DF, aquele mesmo que já critiquei tanto. Soube também que as obras do Noroeste caminham a passos lentos, boa notícia, embora já tenham colocado boa parte do cerrado da região abaixo. Lamento apenas que poucos comentem sobre o VLT milionário e o projeto do novo estádio para a Copa, elefantes brancos que vão desviar recursos de obras mais prioritárias, para não falar de suspeitas generalizadas de corrupção.
O pessoal de SP acha que o DF é seco. Mal sabem eles, pouco conhecem do Brasilsão profundo, que no DF nascem águas que irrigam nossas três principais Bacias Hidrográficas. Há até um parque, Águas Emendadas, cujo nome já insinua o que isso significa. No coração do Brasil.
Aqui e aqui, mais boas matérias do UOL.
Estou na China, mas penso que meu coração ainda está no Planalto Central. Para o Brasil dar certo, Brasilia tem que dar certo.
Pois bem, li que há uma Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre o Novo Plano Diretor do DF, aquele mesmo que já critiquei tanto. Soube também que as obras do Noroeste caminham a passos lentos, boa notícia, embora já tenham colocado boa parte do cerrado da região abaixo. Lamento apenas que poucos comentem sobre o VLT milionário e o projeto do novo estádio para a Copa, elefantes brancos que vão desviar recursos de obras mais prioritárias, para não falar de suspeitas generalizadas de corrupção.
O pessoal de SP acha que o DF é seco. Mal sabem eles, pouco conhecem do Brasilsão profundo, que no DF nascem águas que irrigam nossas três principais Bacias Hidrográficas. Há até um parque, Águas Emendadas, cujo nome já insinua o que isso significa. No coração do Brasil.
Aqui e aqui, mais boas matérias do UOL.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Brasilia outros 50
O Governo do Distrito Federal, mostrando mais uma vez sua falta de compromisso com a população e a cultura local, havia montado uma mega festa para comemorar os 50 anos com artistas famosos, mas poucos ou nenhum de Brasilia. Simplesmente não havia nada relativo à comunidade artística do GDF, seu povo, sua arte, vida e processo criativo. Para vocês terem uma idéia, antes de todo esse rolo, os caras pensavam em trazer Roberto Carlos ou, acreditem, Paul Mcartney, para estrelarem o evento. Coisa bem baratinha, aliás.
Pois bem, a comunidade artística de Brasília se organizou, conseguiu apoio do Governo Federal, e vai realizar uma bela festa alternativa com 200 mil atrações entre os dias 20 e 23 de abril. Mais informações aqui.
Pois bem, a comunidade artística de Brasília se organizou, conseguiu apoio do Governo Federal, e vai realizar uma bela festa alternativa com 200 mil atrações entre os dias 20 e 23 de abril. Mais informações aqui.
domingo, 18 de abril de 2010
O novo Governador do GDF...
Eleito por seus pares na Câmara Distrital para cumprir um mandato tampão...
Segue coluna do Fernando Rodrigues:
20h37 - 17/04/2010
Brasília é um fracasso político
A eleição do advogado Rogério Rosso (PMDB) como governador tampão de Brasília neste sábado (17.abr.2010) é mais um capítulo do fracasso político e administrativo da capital federal, que completa 50 anos na próxima quarta-feira, dia 21.
Rosso foi administrador de Celiândia, a maior cidade satélite do Distrito Federal, durante o governo de Joaquim Roriz. Depois, foi presidente da Codeplan (Companhia de Planejamento do DF) no governo de José Roberto Arruda, cassado e preso até alguns dias atrás.
A Codeplan, só para lembrar, é o mesmo órgão hoje investigado por uma CPI na Câmara Legislativa de Brasília. O grande delator do chamado mensalão do DEM, Durval Barbosa, foi presidente da Codeplan durante a campanha eleitoral de 2006, da qual Arruda saiu vitorioso.
Brasília tem perto de 2,7 milhões de habitantes e um modelo curioso de administração. Não é um Estado nem um município. Tem apenas um governador, mas não tem prefeitos. Cidades satélites como Ceilândia (600 mil habitantes) são governadas por gente nomeada de maneira nebulosa.
Pode-se argumentar que vários países têm distritos federais. É verdade. Mas comparem-se as áreas dessas localidades. Brasília tem 5.783 km², o que equivale a 26% da área do Estado de Sergipe. Já Washington, D.C, capital dos Estados Unidos, tem 177 km² – é apenas uma cidade e tem um prefeito eleito.
Depois da Constituição de 1988, o democratismo em vigor no país deu a Brasília 3 senadores e 8 deputados federais. É claro que os habitantes de Brasília têm o direito de eleger representantes para o Congresso. Mas bastaria que votassem escolhendo entre os candidatos de Goiás, Estado no qual está inserido o “quadradinho”, como é chamado o Distrito Federal pelos locais. Só que aí os brasilienses não poderiam ter se esmerado para eleger senadores como Luiz Estevão, Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, os três “saídos” do Congresso.
Brasília é a unidade da Federação que mais elegeu senadores encrencados até hoje na história do país –e essa história eleitoral só começou pós-1988.
Agora, ao eleger um governador biônico cria de Roriz e de Arruda, a Câmara Distrital da capital federal manda mais um recado. Os políticos de Brasília não estão nem aí para o que pensam o Brasil e os brasileiros a respeito do “quadradinho”.
Segue coluna do Fernando Rodrigues:
20h37 - 17/04/2010
Brasília é um fracasso político
A eleição do advogado Rogério Rosso (PMDB) como governador tampão de Brasília neste sábado (17.abr.2010) é mais um capítulo do fracasso político e administrativo da capital federal, que completa 50 anos na próxima quarta-feira, dia 21.
Rosso foi administrador de Celiândia, a maior cidade satélite do Distrito Federal, durante o governo de Joaquim Roriz. Depois, foi presidente da Codeplan (Companhia de Planejamento do DF) no governo de José Roberto Arruda, cassado e preso até alguns dias atrás.
A Codeplan, só para lembrar, é o mesmo órgão hoje investigado por uma CPI na Câmara Legislativa de Brasília. O grande delator do chamado mensalão do DEM, Durval Barbosa, foi presidente da Codeplan durante a campanha eleitoral de 2006, da qual Arruda saiu vitorioso.
Brasília tem perto de 2,7 milhões de habitantes e um modelo curioso de administração. Não é um Estado nem um município. Tem apenas um governador, mas não tem prefeitos. Cidades satélites como Ceilândia (600 mil habitantes) são governadas por gente nomeada de maneira nebulosa.
Pode-se argumentar que vários países têm distritos federais. É verdade. Mas comparem-se as áreas dessas localidades. Brasília tem 5.783 km², o que equivale a 26% da área do Estado de Sergipe. Já Washington, D.C, capital dos Estados Unidos, tem 177 km² – é apenas uma cidade e tem um prefeito eleito.
Depois da Constituição de 1988, o democratismo em vigor no país deu a Brasília 3 senadores e 8 deputados federais. É claro que os habitantes de Brasília têm o direito de eleger representantes para o Congresso. Mas bastaria que votassem escolhendo entre os candidatos de Goiás, Estado no qual está inserido o “quadradinho”, como é chamado o Distrito Federal pelos locais. Só que aí os brasilienses não poderiam ter se esmerado para eleger senadores como Luiz Estevão, Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, os três “saídos” do Congresso.
Brasília é a unidade da Federação que mais elegeu senadores encrencados até hoje na história do país –e essa história eleitoral só começou pós-1988.
Agora, ao eleger um governador biônico cria de Roriz e de Arruda, a Câmara Distrital da capital federal manda mais um recado. Os políticos de Brasília não estão nem aí para o que pensam o Brasil e os brasileiros a respeito do “quadradinho”.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Brasília 50 anos
Belo trabalho do pessoal do UOL. Dados, desigualdades, fotografias, projeto, trabalhadores.
Neste link.

Acima, personagem do Cidade em Plano, que entra em cartaz no cerrado novamente. Projeto filosófico-espiritual-transcedental-artístico-cultural-dançante. Brasília e o corpo. Já comentei aqui, foi bem legal, boa viagem.
Neste link.

Acima, personagem do Cidade em Plano, que entra em cartaz no cerrado novamente. Projeto filosófico-espiritual-transcedental-artístico-cultural-dançante. Brasília e o corpo. Já comentei aqui, foi bem legal, boa viagem.
sábado, 10 de abril de 2010
Amazônia e Cerrado
Oito anos depois, o Governo solta mais dois projetos para conter o desmatamento na Amazônia e no Cerrado. A conferir. O Cerrado é menos falado, mas vem sofrendo muito mais do que a Amazônia. Washington Novaes é mais um dos lutadores incansáveis desse Brasilsão adolescente. Leiam esse bom artigo.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Impressionante
Nesse link, uma pequena amostra do grau de corrupção no Governo do Distrito Federal. Impressionante. Na saúde, educação, no metrô, informática, no plano diretor, um esquema desses monumentais, bandidagem mesmo, quadrilha. E o Tribunal de Contas do DF, que me perdoem os digníssimos, não serve para porra nenhuma, são uns idiotas completos. Aliás, pouco antes do escândalo vir a tona, o Arruda simplesmente havia conseguido colocar seu ex-chefe de gabinete como membro desse Tribunal. Máfia.
É como digo, a elite política do Distrito Federal, com raras e honrosas exceções, é pequena, mesquinha, tosca. Não valem nada, são uns despreparados. Tudo na base do compadrio, do nepotismo, do apadrinhamento, do esquemão. Gordas verbas da União alimentando esse povo.
É como digo, a elite política do Distrito Federal, com raras e honrosas exceções, é pequena, mesquinha, tosca. Não valem nada, são uns despreparados. Tudo na base do compadrio, do nepotismo, do apadrinhamento, do esquemão. Gordas verbas da União alimentando esse povo.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Bairro Sustentável
vou sair para jantar e depois posto mais vídeos
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Lamaçal em Brasília

Na foto, intervenção artística de um pessoal legal e muito querido em frente à gloriosa sede do Governo do Distrito Federal.
Quem acompanha o blog sabe que em alguns posts já havia comentado sobre as desventuras da especulação imobiliária no Distrito Federal, fortemente ancorada no poder político local, cujo símbolo maior era a presença de Paulo Otavio como vice-governador. Sob o silêncio vergonhoso da imprensa do DF, e nacional, o rolo compressor do executivo no legislativo aprovou alterações no Plano Diretor que abriam as portas, arrombavam-nas, para o deleite de grileiros, especuladores e construtoras, além de todo o setor de comercialização. Creio que apenas 4 deputados do PT e o Reguffe, do PDT, votaram contra.
O Setor Noroeste é o símbolo de tudo isso. Situado entre duas grandes áreas de proteção ambiental, em meio a nascentes e ligações pluviais importantes nessa região do cerrado, o novo Plano Diretor liberava geral para o soerguimento de nova área para apartamentos de luxo. Para "facilitar as coisas", ao invés de licitações por edifício, fizeram por quadra, assim só os grandes teriam bala para participar. Tudo correu rápido, desde a aprovação do Plano, com poucas e "encomendadas" audiências públicas, até a realização das licitações iniciais. O marketing ficou por conta do tal "bairro sustentável", que para mim é uma hipocrisia semelhante à dessas grandes empresas e bancos que se dizem verdes mas estão inteiramente integrados à uma lógica maior que é contra tudo que eles dizem prezar.
Dei uma passada pela região do Noroeste logo antes de sair do Brasil. Os tratores estavam lá arregaçando geral. Cerrado abaixo. Corrupção, concentração de renda. Prédios para os ricos. Mais carros, mais trânsito.
Pois bem, com o afundamento do Governo do GDF e a vergonhosa nudez de toda a elite política local, a merda começa a subir para a superfície. Foi paga propina para os deputados aprovarem o novo Plano Diretor. Acho que ficou no mesmo patamar das outras sujeiras da área de informática: 40% Arruda; 30% Paulo Otavio; o resto para os deputados, talvez alguns secretários. Aqui e ali a imprensa começa a ouvir partes interessadas (urbanistas, ecologistas, acadêmicos) que desvendam como foi o processo de aprovação do Plano.
Não tenho detalhes por estar distante, acompanhando muito mais os temas da China e da Ásia, trabalhando bastante, mas o fato é que já está mais ou menos claro o que eu apenas insinuava aqui.
Brasília chocou-me logo que cheguei. Onde moram os pobres, os empregados domésticos, vigilantes, motoristas, etc...? Nas cidades-satélite, 30km ou 50km distantes. O horror, quase um cenário totalitário. As mansões do Lago Sul, mansões do ParkWay. E a massa num inferno distante, uma segregação social explícita. Com meios de transporte limitados, caros.
O planejamento do DF pode até ter sido feito com boas intenções, mas deu errado. A República não se encontra refletida no ordenamento urbano de Brasília. Havia, sim, um sistema totalitário, pois incrivelmente poucas das pessoas com as quais eu me relacionava questionavam isso, atentavam para tal absurdo, uma completa aberração. Até surreal: Brasilia, toda organizadinha, limpinha, florida, planejada... porém com enormes guetos em seu entorno.
Artistas, lógico, tinham essa percepção bem clara. Vladimir Carvalho, guerreiro ainda forte, tá na ativa, filmou a obra-prima documental que é o Conterrâneos Velhos de Guerra. Acadêmicos escreveram sobre a evolução do GDF. Tenho alguns, diversos livros, com teor bastante crítico.
Pouco antes de sair para o exterior, em uma de minhas crises profissionais, pensei até em me desligar de minha profissão, dar um tempo, mudar meu título para o DF e sair candidato a deputado distrital por algum partido. Chutar o balde, jogar pra cima, partir para uma outra na qual eu seria mais independente, na qual poderia lidar com coisas mais concretas, mais próximas à nossa realidade do que a política internacional. Não fui por aí, escolhas, receios, mas logo depois veio a público a merdalhada toda e hoje penso que minhas chances seriam muito maiores caso tivesse insistido nessa pequena loucura. E cá estou escrevendo sobre a possibilidade de uma bolha na economia chinesa, sobre os desencontros China-EUA, sobre a enorme rede de trens de alta velocidade que eles estão construindo...
Saudade grande do cerrado, torcida à distância, esperança de que dias melhores virão. O Reguffe deveria sair candidato a Governador, ele me parece um cara com boas idéias, recordo-me dele denunciando o Setor Noroeste, o tal "bairro sustentável".
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domingo, 29 de novembro de 2009
Notícias do Distrito Federal
Parece até que sabia, foi curioso. Há algumas semanas, arrisquei alguns rabiscos sobre a estrutura urbana de Brasilia. Uma geografia social segregada, distante, hierárquica, e é tudo tão quadrado, tão planejado, segue a rotina burocrática, arranjo ideológico, cultural e político de certa circunstância do cerrado brasileiro que tomou vida própria, disforme, PauloOctavio Grupo OK Via Empreendimentos sob as batutas da Terracap, da Justiça e da gloriosa Câmara Distrital do DF.
E agora, na sequência de ter publicado um post sobre os planos do Governo do Distrito Federal (GDF) para a Copa do Mundo, aparece essa bomba no colo do pessoal. Tá feia a coisa para eles. Estilhaços estão voando. Juridicamente, não dá para dizer para onde a coisa vai andar, mas politicamente o estrago está feito e não é pequeno. O Arruda vai tratar de salvar a pele, o Paulo Otavio também. Algumas cabeças menores já foram rifadas, inclusive o cara que organizava a Copa em Brasília, Chefe de Gabinete do Arruda (o antigo Chefe de Gabinete foi para o Tribunal de Contas do DF ai ai ai...).
Já escrevi aqui, e tanta gente bem intencionada vem repetindo isso, que o financiamento das campanhas, de maneira geral, e a montagem de coalizões no Poder Legislativo, especificamente, conformam grandes fraquezas da República. Vou escrever mais sobre isso. Essa seria uma grande reforma a ser feita no primeiro ano de mandato do próximo Presidente. Para facilitar a aprovação, as mudanças poderiam passar a valer apenas nas eleições de 2014, 2016 ou mesmo 2018.
Alguns dirão que é muito longe, pode até ser, mas não penso que importe muito, o fundamental é tornar a política menos dependente do dinheiro, é uma das coisas que eu diria sem dúvida fazem parte dos grandes interesses da nação.
E agora, na sequência de ter publicado um post sobre os planos do Governo do Distrito Federal (GDF) para a Copa do Mundo, aparece essa bomba no colo do pessoal. Tá feia a coisa para eles. Estilhaços estão voando. Juridicamente, não dá para dizer para onde a coisa vai andar, mas politicamente o estrago está feito e não é pequeno. O Arruda vai tratar de salvar a pele, o Paulo Otavio também. Algumas cabeças menores já foram rifadas, inclusive o cara que organizava a Copa em Brasília, Chefe de Gabinete do Arruda (o antigo Chefe de Gabinete foi para o Tribunal de Contas do DF ai ai ai...).
Já escrevi aqui, e tanta gente bem intencionada vem repetindo isso, que o financiamento das campanhas, de maneira geral, e a montagem de coalizões no Poder Legislativo, especificamente, conformam grandes fraquezas da República. Vou escrever mais sobre isso. Essa seria uma grande reforma a ser feita no primeiro ano de mandato do próximo Presidente. Para facilitar a aprovação, as mudanças poderiam passar a valer apenas nas eleições de 2014, 2016 ou mesmo 2018.
Alguns dirão que é muito longe, pode até ser, mas não penso que importe muito, o fundamental é tornar a política menos dependente do dinheiro, é uma das coisas que eu diria sem dúvida fazem parte dos grandes interesses da nação.
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