Candeia e Leon Hirszman (Cena do filme "Partido Alto")
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Carlos Malta e Grupo Pife

Espetáculo ontem na Sala de Concertos da Cidade Proibida, no coração do Império Chinês. Auditório tomado, platéia cheia de chineses, alguns brasileiros, estrangeiros amantes da música brasileira, amigas e amigos de tantos países e também alguns oficiais do Governo chinês convidados por nós.
Foi uma noite realmente para se guardar. Carlos Malta e o Grupo Pife são mestres dos sopros, dos tambores, do triângulo, do pandeiro, do batuque e do samba, da música popular brasileira, das origens e das fusões, brilharam ontem, foram muito muito bem, ovacionados, sensacional, parabéns a todos que tiveram o privilégio de lá estarem. Deixo dois vídeos do Carlos Malta para vocês sentirem a classe do garoto.
A primeira delas no Clube do Choro, em Brasília, lugar de tantas sons e histórias, memórias e glórias, sorrisos e abraços. E bons porres.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Tulou
sábado, 27 de agosto de 2011
Livre-pensar é apenas pensar
Deus deveria ter espalhado câmeras no Jardim do Éden
HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA
Num saboroso artigo publicado em "Philosophy Now", Emrys Westacott escrutina as implicações filosóficas da proliferação de câmeras de vigilância.
Em princípio, elas são perfeitas, e Deus deveria ter enchido o Jardim do Éden delas. Aí, quem sabe, Eva, quando tentada pela serpente a provar do fruto proibido, sabendo que estava sendo monitorada, tivesse tomado a decisão certa. Não haveria pecado original, queda, nem expulsão do Paraíso. Mulheres não experimentariam as dores do parto e nós não precisaríamos trabalhar. Melhor ainda, as câmaras não comprometem o livre-arbítrio, tão caro ao Criador.
A ideia central aqui é que as câmaras, ao fazer com que dever moral e interesse próprio (não ser apanhado) caminhem juntos, nos impelem a tomar as decisões certas, o que é bom para nós e para a sociedade. Aplaudiriam as câmaras filósofos como Platão e Thomas Hobbes.
É claro, porém, que em filosofia as coisas nunca são tão simples. Deus não colocou câmeras no Jardim do Éden, muito provavelmente porque Ele é kantiano. E, para Immanuel Kant, podemos fazer o que é certo ou bem por temer a sanção ou por reconhecer a racionalidade por trás dessa lei. Só no segundo caso somos verdadeiramente morais e livres. As câmeras, na verdade, até impediriam o nosso crescimento como agentes morais.
Quando calculamos os benefícios utilitários da hipervigilância, que se traduzem na diminuição de crimes e acidentes, não é difícil descartar as objeções kantianas como meras abstrações acadêmicas. Mas, de novo, as coisas não são tão simples.
Se você tivesse a chance de escolher se vai trabalhar numa empresa que monitora tudo o que você faz no computador ou numa que o deixa livre desde que cumpra as suas tarefas, qual escolheria?
Como se vê, não é tão fácil se desfazer do ideal kantiano do aprimoramento moral do indivíduo. Ele acaba sempre voltando, sob diferentes roupagens, como a liberdade.
Westacott conclui seu artigo lembrando que o contexto faz a diferença. Existem situações em que a vigilância eletrônica favorece bons comportamentos, mas, em outras, notadamente as mais privadas, como entre marido e mulher, ela estraga a ideia de desenvolvimento moral, a qual, embora utópica, funciona como uma bússola.
HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA
Num saboroso artigo publicado em "Philosophy Now", Emrys Westacott escrutina as implicações filosóficas da proliferação de câmeras de vigilância.
Em princípio, elas são perfeitas, e Deus deveria ter enchido o Jardim do Éden delas. Aí, quem sabe, Eva, quando tentada pela serpente a provar do fruto proibido, sabendo que estava sendo monitorada, tivesse tomado a decisão certa. Não haveria pecado original, queda, nem expulsão do Paraíso. Mulheres não experimentariam as dores do parto e nós não precisaríamos trabalhar. Melhor ainda, as câmaras não comprometem o livre-arbítrio, tão caro ao Criador.
A ideia central aqui é que as câmaras, ao fazer com que dever moral e interesse próprio (não ser apanhado) caminhem juntos, nos impelem a tomar as decisões certas, o que é bom para nós e para a sociedade. Aplaudiriam as câmaras filósofos como Platão e Thomas Hobbes.
É claro, porém, que em filosofia as coisas nunca são tão simples. Deus não colocou câmeras no Jardim do Éden, muito provavelmente porque Ele é kantiano. E, para Immanuel Kant, podemos fazer o que é certo ou bem por temer a sanção ou por reconhecer a racionalidade por trás dessa lei. Só no segundo caso somos verdadeiramente morais e livres. As câmeras, na verdade, até impediriam o nosso crescimento como agentes morais.
Quando calculamos os benefícios utilitários da hipervigilância, que se traduzem na diminuição de crimes e acidentes, não é difícil descartar as objeções kantianas como meras abstrações acadêmicas. Mas, de novo, as coisas não são tão simples.
Se você tivesse a chance de escolher se vai trabalhar numa empresa que monitora tudo o que você faz no computador ou numa que o deixa livre desde que cumpra as suas tarefas, qual escolheria?
Como se vê, não é tão fácil se desfazer do ideal kantiano do aprimoramento moral do indivíduo. Ele acaba sempre voltando, sob diferentes roupagens, como a liberdade.
Westacott conclui seu artigo lembrando que o contexto faz a diferença. Existem situações em que a vigilância eletrônica favorece bons comportamentos, mas, em outras, notadamente as mais privadas, como entre marido e mulher, ela estraga a ideia de desenvolvimento moral, a qual, embora utópica, funciona como uma bússola.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Aliança contra a miséria
Editorial do Estadão. Em política, como no amor, sempre há espaço para surpresas
Aliança contra a miséria
O cálculo de interesses é inseparável da ação política, quando não o seu mais potente motor. Ali onde deixou de ser conduzida predominantemente pelo confronto ideológico, a atividade tende a se pautar, para a imensa maioria dos seus praticantes, pela busca de ganhos que pavimentem o caminho ao que, afinal, conta acima de tudo nas democracias: a conquista do voto popular. Em tese, portanto, nada a objetar à permanente preocupação dos políticos com o custo-benefício eleitoral de suas decisões.
O problema, evidentemente, são os meios a que recorrem para acumular vitórias na vida pública e os esquemas de que se valem para aliciar parcelas do eleitorado suficientes para lhes conferir poder. Embora menos frequentemente do que seria de desejar, às vezes as artimanhas dos políticos para a promoção dos seus interesses acabam se traduzindo em atos e situações de genuíno benefício para a sociedade - e não apenas para os mais aptos entre os grupos de pressão que nela competem pelos diversos tipos de recursos que o Estado pode proporcionar.
Dessa perspectiva, teve literalmente tudo para ser bem recebido pelos brasileiros o evento da quinta-feira no Palácio dos Bandeirantes, que reuniu a presidente petista Dilma Rousseff com os quatro governadores do Sudeste, na companhia do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, convidado pelo anfitrião tucano Geraldo Alckmin para o lançamento do programa Brasil Sem Miséria na região, em regime de parceria. De fato, como disse Dilma, resumindo com propriedade o espírito da ocasião, "o Brasil sonhado por todos nós pode ser diferente em muitos aspectos. Porém estou certa de que ele é semelhante nas questões fundamentais".
Uma delas, evidentemente, é o imperativo de impedir que as diferenças de aspirações e os conflitos políticos delas decorrentes desbaratem a civilidade política. O ex-presidente Lula, por exemplo, passou boa parte de seu governo, sobretudo depois do escândalo do mensalão e quanto mais se aproximava a temporada sucessória, pregando o oposto. O Brasil por ele descrito era um país polarizado entre "o povo pobre" e as "elites egoístas", cujas respectivas posições diante das questões fundamentais não poderiam ter, por definição, nenhuma semelhança.
O mentor de Dilma, que assumiu dizendo ter recebido uma "herança maldita", deve ter ficado assombrado quando ela reconheceu que os êxitos do governo Fernando Henrique, em especial no combate à inflação, foram o que permitiu ao sucessor desenvolver os seus celebrados programas sociais. Além de fazer justiça ao tucano, a forma carinhosa como desde então o vem tratando - como se tornou a ver ainda agora nos Bandeirantes - decerto é uma fonte de azia para Lula. Tanto que, repetindo a indelicadeza de não aparecer no Planalto para o almoço com o americano Barack Obama, ele recusou o convite de Alckmin para o encontro de anteontem.
Não foi o único. O ex-governador José Serra, crítico do Brasil Sem Miséria e rival de Alckmin, fez o mesmo. Na contramão da linha seguida pelo antecessor no campo das políticas públicas, Alckmin pontilhou estes seus oito primeiros meses de mandato com uma série de iniciativas afinadas com as do governo federal, copiando algumas delas. "Ultrapassamos o período de disputas", afirmou, dirigindo-se à presidente. "Isso se deve ao seu patriotismo, generosidade e espírito conciliador." O grupo de Serra atribui o dilmismo de Alckmin à expectativa de recursos da União para programas que o ajudariam a se reeleger em 2014.
De modo parecido, Dilma estaria interessada em estender a mão ao PSDB não apenas em nome do "grande pacto republicano e pluripartidário" para levar adiante a "faxina contra a miséria", como declarou, mas também para manter a oposição no Congresso em fogo brando - já não lhe bastassem as atribulações com a base aliada. Mas os cálculos dos políticos envolvidos não mudam o essencial: a necessidade de engajar os Estados no combate à pobreza extrema (renda familiar mensal per capita abaixo de R$ 70). Mesmo em São Paulo, 1 milhão de pessoas vivem assim. No Sudeste todo, são mais de 2,7 milhões. A causa justifica o entendimento.
Aliança contra a miséria
O cálculo de interesses é inseparável da ação política, quando não o seu mais potente motor. Ali onde deixou de ser conduzida predominantemente pelo confronto ideológico, a atividade tende a se pautar, para a imensa maioria dos seus praticantes, pela busca de ganhos que pavimentem o caminho ao que, afinal, conta acima de tudo nas democracias: a conquista do voto popular. Em tese, portanto, nada a objetar à permanente preocupação dos políticos com o custo-benefício eleitoral de suas decisões.
O problema, evidentemente, são os meios a que recorrem para acumular vitórias na vida pública e os esquemas de que se valem para aliciar parcelas do eleitorado suficientes para lhes conferir poder. Embora menos frequentemente do que seria de desejar, às vezes as artimanhas dos políticos para a promoção dos seus interesses acabam se traduzindo em atos e situações de genuíno benefício para a sociedade - e não apenas para os mais aptos entre os grupos de pressão que nela competem pelos diversos tipos de recursos que o Estado pode proporcionar.
Dessa perspectiva, teve literalmente tudo para ser bem recebido pelos brasileiros o evento da quinta-feira no Palácio dos Bandeirantes, que reuniu a presidente petista Dilma Rousseff com os quatro governadores do Sudeste, na companhia do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, convidado pelo anfitrião tucano Geraldo Alckmin para o lançamento do programa Brasil Sem Miséria na região, em regime de parceria. De fato, como disse Dilma, resumindo com propriedade o espírito da ocasião, "o Brasil sonhado por todos nós pode ser diferente em muitos aspectos. Porém estou certa de que ele é semelhante nas questões fundamentais".
Uma delas, evidentemente, é o imperativo de impedir que as diferenças de aspirações e os conflitos políticos delas decorrentes desbaratem a civilidade política. O ex-presidente Lula, por exemplo, passou boa parte de seu governo, sobretudo depois do escândalo do mensalão e quanto mais se aproximava a temporada sucessória, pregando o oposto. O Brasil por ele descrito era um país polarizado entre "o povo pobre" e as "elites egoístas", cujas respectivas posições diante das questões fundamentais não poderiam ter, por definição, nenhuma semelhança.
O mentor de Dilma, que assumiu dizendo ter recebido uma "herança maldita", deve ter ficado assombrado quando ela reconheceu que os êxitos do governo Fernando Henrique, em especial no combate à inflação, foram o que permitiu ao sucessor desenvolver os seus celebrados programas sociais. Além de fazer justiça ao tucano, a forma carinhosa como desde então o vem tratando - como se tornou a ver ainda agora nos Bandeirantes - decerto é uma fonte de azia para Lula. Tanto que, repetindo a indelicadeza de não aparecer no Planalto para o almoço com o americano Barack Obama, ele recusou o convite de Alckmin para o encontro de anteontem.
Não foi o único. O ex-governador José Serra, crítico do Brasil Sem Miséria e rival de Alckmin, fez o mesmo. Na contramão da linha seguida pelo antecessor no campo das políticas públicas, Alckmin pontilhou estes seus oito primeiros meses de mandato com uma série de iniciativas afinadas com as do governo federal, copiando algumas delas. "Ultrapassamos o período de disputas", afirmou, dirigindo-se à presidente. "Isso se deve ao seu patriotismo, generosidade e espírito conciliador." O grupo de Serra atribui o dilmismo de Alckmin à expectativa de recursos da União para programas que o ajudariam a se reeleger em 2014.
De modo parecido, Dilma estaria interessada em estender a mão ao PSDB não apenas em nome do "grande pacto republicano e pluripartidário" para levar adiante a "faxina contra a miséria", como declarou, mas também para manter a oposição no Congresso em fogo brando - já não lhe bastassem as atribulações com a base aliada. Mas os cálculos dos políticos envolvidos não mudam o essencial: a necessidade de engajar os Estados no combate à pobreza extrema (renda familiar mensal per capita abaixo de R$ 70). Mesmo em São Paulo, 1 milhão de pessoas vivem assim. No Sudeste todo, são mais de 2,7 milhões. A causa justifica o entendimento.
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sábado, 13 de agosto de 2011
A Crise Revisitada
Pois é, pois é, bidu. Meus amigos, a preguiça grassa, e vou nos poupar de links antigos, comentários passados, elocubrações remotas. Cansei de alertar para os riscos à frente, a tibieza regulatória, a falta de coordenação e liderança internacional, o predomínio dos lobbies da alta finança contrarrestando as necessárias reformas, tantas coisas...
E agora culpam os governos. Mas ora, os governos estiveram e estão capturados pelo mercado, pelos magos da multiplicação financeira.
Governos também erraram e erram, são desgovernos, sem idéias, submissos, incapazes, é vero.
Mas o cinismo de parte das elites européias e norte-americana é impressionante. Jogarão a conta nos mais pobres, nos que estiveram e estão fora da ciranda, e afundarão ainda mais seus países na recessão.
As coisas não estão simples no cenário internacional. Um grande desarranjo. Como Stiglitz colocou: "A confiança voltou. A confiança de que tudo vai piorar."
E não limito esses comentários à questão dos mercados, da crise das dívidas, da crise de demanda. A política internacional, tantos nos temas multilaterais, como nos cenários geo-estratégicos dos planos regional e bilateral, em muitos casos, está só piorando.
A população cresce, os recursos são escassos. Eu acordo todo dia em Pequim, olho para o céu, e lamento pelo milagre do GDP growth. Nossos amigos chineses seguem cada vez mais rápido, mas para onde mesmo?
"Parem o mundo, eu quero descer" já dizia algum grande poeta.
E agora culpam os governos. Mas ora, os governos estiveram e estão capturados pelo mercado, pelos magos da multiplicação financeira.
Governos também erraram e erram, são desgovernos, sem idéias, submissos, incapazes, é vero.
Mas o cinismo de parte das elites européias e norte-americana é impressionante. Jogarão a conta nos mais pobres, nos que estiveram e estão fora da ciranda, e afundarão ainda mais seus países na recessão.
As coisas não estão simples no cenário internacional. Um grande desarranjo. Como Stiglitz colocou: "A confiança voltou. A confiança de que tudo vai piorar."
E não limito esses comentários à questão dos mercados, da crise das dívidas, da crise de demanda. A política internacional, tantos nos temas multilaterais, como nos cenários geo-estratégicos dos planos regional e bilateral, em muitos casos, está só piorando.
A população cresce, os recursos são escassos. Eu acordo todo dia em Pequim, olho para o céu, e lamento pelo milagre do GDP growth. Nossos amigos chineses seguem cada vez mais rápido, mas para onde mesmo?
"Parem o mundo, eu quero descer" já dizia algum grande poeta.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Privilégio
Privilégio.
A selva de são paulo, a selva invisível de Pequim.
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domingo, 3 de julho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Pois é...
Pois é, pois é, sumi...
Nenhum grande motivo, nada muito concreto. Talvez um somatório de pequenas coisas, num contexto onde a internet por aqui prossegue péssima. Meu programa fura-firewall funcionando muito mal, praticamente sem acesso. Agora arrumei outro programa, tem ido bem por enquanto. A primavera chegou, nossa amiga Dilma se foi. Quem sabe eu não volte a escrever.
Tantos assuntos para comentar, está batendo vontade de voltar a rascunhar alguns textos. Ao mesmo tempo, cresce também a percepção de alguns temas mereceriam algo mais elaborado do que posts escritos sem preparo, planejamento ou qualquer cuidado maior. A ver...
Não resisto a pincelar algumas mal traçadas: o blog já vinha antecipando faz tempo e a coisa só faz piorar. Dificuldades, tensões, desarranjos, falta de coordenação e liderança no cenário internacional. Nada indica que a maré vá virar, pelo contrário. Há um processo de reordenamento em andamento. Tanto sob o ponto de vista macro quanto, conforme se viu pelo Jasmim, partindo de isolados fatos micro.
A política externa brasileira opera diante de cenário cada vez mais turbulento.
Dilma vai bem, porém os desafios são enormes. Está ficando claro que é necessário rearrumar o modelo macroeconômico. Transição difícil, pois há resistências muito poderosas. Quanto ao varejão político, por enquanto segue manejável, embora instável e pouco ou nada desinteressado. Habilmente, nossa amiga Presidenta vem evitando certos embates. Há um jogo mais importante correndo. Mas se abre mão de algumas lutas, seria preciso que abraçasse com mais vigor outras. Enfim, vamos dar tempo ao tempo e lembrar um sábio mestre que um dia afirmou que o ótimo é inimigo do bom. Dilma, estou com você, siga em frente.
Não posso deixar de mencionar: os tribunais superiores estão se encarregando de enterrar a Satiagraha e a Castelo de Areia. Sob os olhares cínicos e complacentes de todo o establishment político nacional. Ponto final, paro por aqui. Afinal, sou apenas um auto-exilado.
A China. Sem querer, sem planejar, sem facilidades, vim parar num lugar que tem me proporcionado uma experiência sensacional. De vida, de trabalho, de responsabilidade, de amadurecimento. Meu santo é forte e espero que continue me protegendo. Saravá...
Nenhum grande motivo, nada muito concreto. Talvez um somatório de pequenas coisas, num contexto onde a internet por aqui prossegue péssima. Meu programa fura-firewall funcionando muito mal, praticamente sem acesso. Agora arrumei outro programa, tem ido bem por enquanto. A primavera chegou, nossa amiga Dilma se foi. Quem sabe eu não volte a escrever.
Tantos assuntos para comentar, está batendo vontade de voltar a rascunhar alguns textos. Ao mesmo tempo, cresce também a percepção de alguns temas mereceriam algo mais elaborado do que posts escritos sem preparo, planejamento ou qualquer cuidado maior. A ver...
Não resisto a pincelar algumas mal traçadas: o blog já vinha antecipando faz tempo e a coisa só faz piorar. Dificuldades, tensões, desarranjos, falta de coordenação e liderança no cenário internacional. Nada indica que a maré vá virar, pelo contrário. Há um processo de reordenamento em andamento. Tanto sob o ponto de vista macro quanto, conforme se viu pelo Jasmim, partindo de isolados fatos micro.
A política externa brasileira opera diante de cenário cada vez mais turbulento.
Dilma vai bem, porém os desafios são enormes. Está ficando claro que é necessário rearrumar o modelo macroeconômico. Transição difícil, pois há resistências muito poderosas. Quanto ao varejão político, por enquanto segue manejável, embora instável e pouco ou nada desinteressado. Habilmente, nossa amiga Presidenta vem evitando certos embates. Há um jogo mais importante correndo. Mas se abre mão de algumas lutas, seria preciso que abraçasse com mais vigor outras. Enfim, vamos dar tempo ao tempo e lembrar um sábio mestre que um dia afirmou que o ótimo é inimigo do bom. Dilma, estou com você, siga em frente.
Não posso deixar de mencionar: os tribunais superiores estão se encarregando de enterrar a Satiagraha e a Castelo de Areia. Sob os olhares cínicos e complacentes de todo o establishment político nacional. Ponto final, paro por aqui. Afinal, sou apenas um auto-exilado.
A China. Sem querer, sem planejar, sem facilidades, vim parar num lugar que tem me proporcionado uma experiência sensacional. De vida, de trabalho, de responsabilidade, de amadurecimento. Meu santo é forte e espero que continue me protegendo. Saravá...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Ano Novo Chinês
Hoje começam as comemorações do ano novo chinês. Uma semana de feriado, nada mal. Wo qu Taiguo. Nada mal. A ver se em algum momento volto a escrever mais. Por enquanto, mais vídeos: Clara Nunes, em 1982, no Morumbi lotado, eu nunca vi coisa mais bela.
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