quinta-feira, 28 de julho de 2011

Giorgio Napolitano

Vergogna a chi pensa male del Presidente.

Viva il Presidente, viva Italia...

sábado, 23 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Privilégio




Privilégio.
A selva de são paulo, a selva invisível de Pequim.

domingo, 3 de julho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Pois é...

Pois é, pois é, sumi...

Nenhum grande motivo, nada muito concreto. Talvez um somatório de pequenas coisas, num contexto onde a internet por aqui prossegue péssima. Meu programa fura-firewall funcionando muito mal, praticamente sem acesso. Agora arrumei outro programa, tem ido bem por enquanto. A primavera chegou, nossa amiga Dilma se foi. Quem sabe eu não volte a escrever.

Tantos assuntos para comentar, está batendo vontade de voltar a rascunhar alguns textos. Ao mesmo tempo, cresce também a percepção de alguns temas mereceriam algo mais elaborado do que posts escritos sem preparo, planejamento ou qualquer cuidado maior. A ver...

Não resisto a pincelar algumas mal traçadas: o blog já vinha antecipando faz tempo e a coisa só faz piorar. Dificuldades, tensões, desarranjos, falta de coordenação e liderança no cenário internacional. Nada indica que a maré vá virar, pelo contrário. Há um processo de reordenamento em andamento. Tanto sob o ponto de vista macro quanto, conforme se viu pelo Jasmim, partindo de isolados fatos micro.

A política externa brasileira opera diante de cenário cada vez mais turbulento.

Dilma vai bem, porém os desafios são enormes. Está ficando claro que é necessário rearrumar o modelo macroeconômico. Transição difícil, pois há resistências muito poderosas. Quanto ao varejão político, por enquanto segue manejável, embora instável e pouco ou nada desinteressado. Habilmente, nossa amiga Presidenta vem evitando certos embates. Há um jogo mais importante correndo. Mas se abre mão de algumas lutas, seria preciso que abraçasse com mais vigor outras. Enfim, vamos dar tempo ao tempo e lembrar um sábio mestre que um dia afirmou que o ótimo é inimigo do bom. Dilma, estou com você, siga em frente.

Não posso deixar de mencionar: os tribunais superiores estão se encarregando de enterrar a Satiagraha e a Castelo de Areia. Sob os olhares cínicos e complacentes de todo o establishment político nacional. Ponto final, paro por aqui. Afinal, sou apenas um auto-exilado.

A China. Sem querer, sem planejar, sem facilidades, vim parar num lugar que tem me proporcionado uma experiência sensacional. De vida, de trabalho, de responsabilidade, de amadurecimento. Meu santo é forte e espero que continue me protegendo. Saravá...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ano Novo Chinês

Hoje começam as comemorações do ano novo chinês. Uma semana de feriado, nada mal. Wo qu Taiguo. Nada mal. A ver se em algum momento volto a escrever mais. Por enquanto, mais vídeos: Clara Nunes, em 1982, no Morumbi lotado, eu nunca vi coisa mais bela.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Velha História

Que vontade de falar da Tunísia, do Egito, do Yemen, da Jordânia e de outros lugares! Força aos egípcios, ainda que não dê pra saber o que teríamos num momento pós-Mubarak. Estou aqui ansioso esperando o dia nascer no Cairo para ver o que teremos hoje. Admirado com a coragem dos civis nas ruas.

Mas o blog volta para onde nunca saiu, tema ao qual recorre recorrentemente correndo ao redor do recorde. O governo Dilma ainda dá seus primeiros passos, mas fica a impressão que na política monetária, com fortes impactos sobre a política fiscal, o nível de emprego e a distribuiçao de renda, ficaremos com mais do mesmo, ao menos nesse primeiro ano. Ó vida, ó céus.

Uma economia viciada em juros elevados?
por Antonio Corrêa de Lacerda

O Estado de S. Paulo – 24/01/2011

O governo terá de ter cuidado na calibragem do aumento de juros, por dois principais motivos. O primeiro é que o Brasil já pratica a maior taxa de juro real do mundo e é preciso avaliar corretamente qual a necessidade de elevá-la ainda mais. A taxa Selic, que acaba de ser aumentada para 11,25% ao ano, representa um juro real de 5,5%, quando descontada a inflação prevista para os próximos 12 meses. Isso é mais do que o dobro da média dos países em desenvolvimento e é incompatível com a melhora de todos os indicadores macroeconômicos da economia brasileira nos últimos anos.

O segundo ponto é que é preciso caracterizar claramente a causalidade da inflação atual, que decorre muito mais de choques de oferta do que de pressões de demanda. Grande parte da elevação de inflação decorre de fatores cuja influência da taxa de juros é muito limitada, para não dizer nula, e os quais não controlamos diretamente. É o caso do aumento observado no mercado internacional de commodities, basicamente grãos, combustíveis, metais e outros, que decorre não apenas do crescimento da demanda, mas também de especulação nos mercados financeiros internacionais.

As commodities se tornaram ativos disputados como alternativa de investimentos de grandes fundos, especialmente diante do quadro atual de baixíssimas taxas de juros na maioria dos países. Há ainda fatores sazonais internos, como o impacto das temporadas de chuvas que geram uma inflação localizada e episódica, também descolada de um aumento da demanda que exigisse medidas de contenção.

Seria um erro de diagnóstico, a partir dessas pressões, concluir equivocadamente que seria necessário aumentar a taxa de juros para combatê-las. Depois de um crescimento próximo de 8% em 2010, a economia brasileira deverá se acomodar nos próximos anos, com um crescimento mais perto dos 5%. Naturalmente já está havendo uma desaceleração da taxa de crescimento, o que também vai ocorrer com a restrição de crédito decorrente de medidas que foram tomadas anteriormente pelo governo.

Por último, mas não menos importante, é preciso destacar que o aumento de juros não se trata de uma medida neutra, pois causa tanto efeitos deletérios para a economia produtiva como promove a geração de lucros especulativos no mercado financeiro.

Há um verdadeiro lobby pró elevação de juros, orquestrado por parte daqueles que se beneficiam com a medida, como os credores da dívida pública, que são todos os que aplicam direta ou indiretamente em títulos da dívida pública, e o próprio mercado financeiro, que é intermediário do processo. Como parte desses títulos são pós-fixados, o aumento de juros representa diretamente uma elevação dos seus ganhos.

Não é por acaso que frequentemente assistimos a um aparente “consenso” pela elevação dos juros ou pela sua manutenção em níveis elevados. Há interesses fortíssimos envolvidos que acabam influenciando a opinião pública. Muito pouco se questiona a respeito da real necessidade de manter taxas de juros tão elevadas e, menos ainda, de elevá-las ainda mais. Há um claro processo de acomodação, como se a economia, outrora viciada em inflação, a tivesse substituído pelos juros altos.

Os dados são impressionantes. Como a dívida pública brasileira é da ordem de R$ 1,5 trilhão, seu financiamento tem custado cerca de R$ 190 bilhões ao ano. São recursos que pagamos sob a forma de impostos que o Estado arrecada e transfere aos seus credores.

Cada ponto porcentual de elevação da taxa de juros representa, potencialmente, um gasto adicional de R$ 15 bilhões a cada ano. Isso é mais do que o custo anual de todo o Programa Bolsa-Família, para se ter uma ideia do estrago para as contas públicas.

É muito importante que o Banco Central tenha autonomia, relativamente, ao governo. Mas é também fundamental que não se mantenha refém de movimentos especulativos que privilegiam uma pequena camada da sociedade em detrimento do interesse coletivo.

Por todos os motivos apontados, já passou da hora de uma mudança expressiva. Isso vale tanto para paradigmas que têm que ser questionados, como o piso para a redução dos juros no Brasil, quanto ao sistema de metas de inflação em si, que deve ser preservado, mas precisa ser aperfeiçoado. Há muito a ser feito, desde os indicadores e o prazo para o foco da meta, até a forma de captação das “expectativas” dos agentes do mercado.

É também urgente rever o elevado grau de indexação da economia brasileira, especialmente das tarifas públicas. A correção automática de preços baseada em indicadores que têm pouca relação com a estrutura de custos dos setores, como é o caso do IGP e do IGP-M utilizados na maioria dos contratos, representa uma anomalia, incompatível com a nossa realidade atual.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

De volta a Pequim

De volta a Pequim e já trago comigo a Nostalgia do mestre do Bandolim. Mais um ano...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Idéias de fim de ano

Um pouco de economia política & política internacional. Três bons artigos, dois sobre os EUA, um sobre o quadro geopolítico atual.

Aqui, Krugman fala sobre alguns mortos-vivos que vagam nos altos círculos norte-americanos. O comentário de Sachs segue a mesma linha geral, porém é menos conceitual, abrindo as cortinas de jogos de interesses, alternativas, opções de suas elites, no enorme teatro que rege a política norte-americana. Por fim, José Luis Fiori elabora sobre o que habilmente compara a um calesdocópio mundial, o jogo político internacional mais amplo, a retomada de um certo balanço ainda incerto, cheio de riscos, processo que reconfigura para caminhos mais vastos e desconhecidos o cenário global e as perspectivas para o século.


chamo a atenção para o post logo abaixo, música para ouvir e apreciar, boa hora...

Feliz 2011




Guiomar Novaes, música para Dilma Rousseff

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Raridade

Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana tocam Lamento (de Pixinguinha e Vinicius de Moraes) no documentário SARAVAH, de 1969, de Pierre Barouh



Presentes de Natal

Noites Cariocas

Jacob do Bandolim

Grande Mestre, tenho ouvido muito Jacob do Bandolim nessas últimas semanas.

Assanhado, música excelente, num vídeo muito interessante.